Márcio G. P. Garcia
VERY
HIGH INTEREST RATES IN BRAZIL AND THE COUSIN RISKS: BRAZIL DURING THE REAL PLAN
Co-autora:
Tatiana Didier
Junho, 2001
ABSTRACT
We compute and estimate the two risks that keep Brazilian interest rates
extremely high: the currency and country risks. The Brazil risk is directly
measured from fixed income instruments and derivatives, while the currency risk
is estimated via Kalman Filter. Results identify a few important components of
the Brazil risk, as the convertibility risk and the international financial
markets conditions, measured by a credit derivative spread. Preliminary results
indicate that the current high domestic interest rates are associated with the
uncertainty concerning the current account sustainability. Therefore, export
growth is fundamental to achieve lower real interest
rates.
TAXA
DE JUROS, RISCO CAMBIAL E RISCO BRASIL
Co-autora:
Tatiana Didier
Julho, 2001
RESUMO
Este Artigo faz uma revisão dos argumentos da literatura de finanças e de macroeconomia aberta que importam para a determinação da taxa de juros em uma economia aberta. O foco da análise está no risco cambial e no risco país. Mede-se o risco cambial através do Filtro de Kalman. Conclui-se que, além do risco cambial, importante em economias desenvolvidas, o risco Brasil é muito relevante para a determinação das taxas de juros domésticas. Ambos os riscos têm causas comuns. Ou seja, ao se atacarem tais causas, a redução dos juros domésticos pode ser substancial, pois reduzir-se-ão, simultaneamente, tanto o risco Brasil como o risco Cambial. Resultados preliminares identificam alguns componente importantes para a determinação do risco Brasil, entre eles, os resultados fiscais, as condições do mercado financeiro doméstico e as condições do mercado financeiro internacional. O risco de convertibilidade, definido como o risco associado à possibilidade de, em se detendo Reais, não se poder convertê-los livremente em divisas estrangeiras, mostrou ser um importante determinante do risco Brasil, sobretudo em épocas de crise, mas, hoje, tem pouca relevância. Atualmente, o risco Brasil caiu significativamente, mas o mesmo não parece ter ocorrido com o risco cambial. Assim, o principal fator de resistência à queda dos juros parece estar ligado à incerteza quanto ao perfil futuro do balanço de pagamentos, sobretudo as contas comerciais. Em se admitindo tal explicação para a resistência à queda do risco cambial, pode-se especular que garantir o crescimento vigoroso das exportações, sem o recurso a desvalorização, é tarefa fundamental para se obterem taxas de juros reais mais baixas, compatíveis com o crescimento econômico sustentado no longo prazo.