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JORNAL DA GLOBO - Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007 |
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Escritores no poder |
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O economista Eles estão entre os autores
mais consagrados da nossa língua: o português Mas "Acho que Pessoa é pedagógico. São textos escritos num período de tempo curto, seis meses, de uma publicação mensal, em que ele quer ensinar economia e administração de empresa. Machado, não. Machado não queria ensinar economia a ninguém, era um observador, oblíquo, irônico. Nesse sentido, é uma observação muito mais leve, próxima do cidadão comum", diz Franco. Entusiasta do progresso, da evolução industrial e
comercial, Pessoa segundo "Uma vez que meio o comércio traz pra dentro de casa multiculturalismo, traz outras influências sobre a cultura, que cria uma efervescência que, aliás, na época era bastante óbvia". O poeta era contra a intervenção do estado na
economia, como no trecho de Já Machado de Assis levou para as "crônicas econômicas" a ironia presente em seus principais contos e romances. Para "Machado nunca é assertivo... Nunca é defensor de teses nem polêmico, é sempre arrevezado, lateral, irônico, tem um olhar sobre o que é moderno que, às vezes, parece exaltar, às vezes criticar. Por conta disso, é mais aberto, o leitor tá sempre pensando no assunto. Ele é mais instigante". Inspirado no "Sermão da Montanha", Machado de Assis chegou a escrever um "Sermão do Diabo", uma crítica a abusos cometidos por homens de negócios. Ele chega a recomendar que se venda gato por lebre. E mais: "assim, se estiveres fazendo as tuas contas, e te lembrar que teu irmão anda meio desconfiado de ti, interrompe as contas, sai de casa, vai ao encontro de teu irmão na rua, restitui-lhe a confiança, e tira-lhe o que ele ainda levar consigo". JG: E quem o senhor nomearia para Ministro da Fazenda? "Eu acho que o JG: E para a Casa Civil? "Pra Casa Civil seria esplêndido..." |