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Presidente quer
PDT em 'mandato da convergência'
Lula comemora
acordo para partido integrar coalizão e reafirma que quer
conversar com Aécio e Serra
João
Domingos, Lisandra
Paraguassú
Em encontro ontem
com dirigentes do PDT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
praticamente fechou acordo para participação do partido no
governo de coalizão do segundo mandato. 'Sempre tivemos uma
relação histórica. O PDT é peça fundamental na montagem do
governo de coalizão', disse Lula, depois do encontro,
dizendo-se muito feliz com o resultado da conversa com o PDT,
legenda que, sob o comando de Leonel Brizola, sempre manteve
uma relação difícil com o petista. 'O mandato da divergência
acabou. Vai começar o mandato da convergência. E o PDT é peça
fundamental, mesmo porque tem afinidade com o PT.' Ele afirmou
que fez a proposta de uma coalizão programática, sem tratar de
cargos.
Para convencer o PDT, Lula prometeu que não
fará reforma na Previdência nem mexerá nos direitos
trabalhistas. O PDT terá 24 deputados e 5 senadores no ano que
vem, número de parlamentares que, embora pequeno, é
fundamental na votação de uma emenda constitucional, que
depende de 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
Os
dirigentes do PDT presentes ao encontro - o presidente, Carlos
Luppi, o secretário-geral, Manoel Dias, o líder no Senado,
Osmar Dias (PR), o líder na Câmara, Miro Teixeira (RJ), e o
governador eleito do Maranhão, Jackson Lago - disseram a Lula
que a tendência do partido é fechar a coligação. Mas lembraram
que antes precisam fazer uma reunião da Executiva Nacional. O
único que defendeu a independência foi Osmar Dias. Mas ele
sabe que é minoria. Prometeu acatar a decisão da Executiva,
mas sem abrir mão de princípios. 'Assinarei todos os
requerimentos de CPIs', avisou.
Osmar Dias lembrou que
no Senado a situação é diferente da Câmara. 'Os senadores
Cristovam Buarque (DF), Jefferson Péres (AM) e eu somos pela
independência; o senador Augusto Botelho (RR) está se
transferindo para o PT e o senador eleito João Durval (BA) só
fica no partido se houver a coalizão', disse Osmar Dias. 'Eu
acato o que for decidido e sei que a decisão será pela
formalização da aliança.'
Luppi deixou o encontro no
Planalto falando a mesma linguagem de Lula. Disse que em
nenhum momento o partido tratou de cargos, mas apenas de
questões programáticas.
Lula também reafirmou que vai
marcar encontro com os tucanos Aécio Neves (governador
reeleito de Minas) e José Serra (governador eleito de São
Paulo). Disse que Aécio e Serra são, acima de tudo,
'amigos'.
O presidente do PV, José Luiz Penna, disse
ontem que o partido deve selar, dia 5, em reunião com Lula,
participação no governo de coalizão e no conselho político do
presidente. O PV integra a base aliada, mas quer consolidar
essa participação.
MACHUCADO
Lula torceu
o tornozelo direito ao descer do carro na noite de
segunda-feira, ao chegar à Granja do Torto. Ontem ele apareceu
com um curativo pela manhã e, à tarde, recebeu o governador de
Goiás, Alcides Rodrigues (PP), descalço e com uma proteção no
pé. Segundo o serviço médico da Presidência, foi uma torção
leve.
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